Dica de filme: As múmias do Faraó (Br) ou Les aventures extraordinaires d’Adèle Blanc-Sec (Fr)

Gosta de filmes de aventura com um pouco de humor? Caso sua resposta seja positiva, então provavelmente vai gostar desta dica de filme.

O título original é Les aventures extraordinaires d’Adèle Blanc-Sec (As aventuras extraordinárias de Adéle Blanc-Sec), porém, a tradução no Brasil misteriosamente ficou As múmias do Faraó. Este filme conta a história de uma aventureira jornalista (Adèle), que vai até a tumba de um Faraó, no Egito, buscar a cura para a doença de sua irmã. Como um bom filme francês a história se passa em Paris, na belle epoque, o que o deixa mais atraente, mesmo com um dinossauro a solta, causando pânico pela cidade. Quer mais detalhes do filme? Clique aqui.

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2ª Conferência Nacional de Juventude: não podemos dar um passo atrás

Um pouco de história: Brasil

Políticas públicas para a juventude não são novidade em nosso país. Provavelmente elas existem de muito tempo, porém num formato completamente distinto do que conhecemos e são pautadas atualmente na sociedade.

Em termos históricos, os jovens só assumem um pouco mais de importância para o Estado a partir da redemocratização do Brasil, especialmente com a consolidação do Estatuto da Criança e do Adolescente, no entanto apesar da importância o jovem ainda é pautado apenas na assistência social, com programas e políticas voltadas especificamente para a prevenção de riscos à marginalidade, com foco para educação e trabalho. Ou seja, o jovem era visto pelo Estado como potencial gerador de problema e não como elemento para o desenvolvimento. Ademais, apesar de ser uma época importante para a história do nosso país, pelas inúmeras conquistas e mobilizações, ainda assim os jovens eram meros consumidores dos programas e políticas do Estado e não existiam canais, além das ruas, para que estes pudessem expor suas aflições e desejos.

Esta realidade, no entanto, muda a partir dos anos 2000, especificamente de 2002 a 2004, quando mobilizações nacionais, envolvendo as mais diversas entidades e movimentos, passam a organizar uma série de seminários e debates que culminam com a criação de espaços privilegiados para os jovens, como a criação de Fóruns e Redes de Juventude, a realização de pesquisas pela UNESCO e o Instituto Cidadania. Também foram realizados uma série de eventos nacionais, como o Encontro da Juventude pelo Meio Ambiente e o Seminário Vozes Jovens, assim como a Câmara dos Deputados, a partir da iniciativa dos deputados Carlos Vignatti e Reginaldo Lopes, lança a Frente Parlamentar da Juventude, que culmina no Seminário Juventude em Pauta e na Conferência Nacional de Juventude.

O papel da Frente Parlamentar da Juventude foi ouvir e discutir com os jovens, quais os rumos que o Brasil deveria tomar em relação a esta matéria. E assim surge a Conferência Nacional da Juventude, organizada pela Câmara dos Deputados, realizadas em todos os estados da federação e uma Conferência Nacional. Estas Conferências serviram de subsídio para a confecção de um Plano e para o esboço do Estatuto da Juventude.

A realização das Conferências nos estados foi precária, pois não havia recursos para isto, e o Deputado ou Deputada responsável pela organização estadual tinha que ser empreendedor para conseguir viabilizar as coisas. No Pará, a Deputada Ann Pontes foi a responsável pela Conferência. Apesar de não existir recursos para delegações de o interior vir à Belém, nem para a delegação paraense ir à Brasília, mesmo assim a sociedade civil foi capaz mobilizar os jovens nas duas etapas, tanto na estadual, quanto a nacional. Inclusive a sociedade civil conseguiu viabilizar até mesmo um ônibus para que os delegados do Pará fossem até Brasília.

Após todas essas mobilizações, no momento certo, o presidente decreta a criação da Secretaria Nacional de Juventude e do Conselho Nacional de Juventude, em 2005. A primeira gestão do Conselho Nacional de Juventude foi estruturante, no sentido de orientar os caminhos para o futuro e a partir daí consolidou-se as Conferências Nacionais de Juventude promovidas pelo Executivo.

Mesmo com todas estas conquistas, as entidades e movimentos pelo país a fora continuaram a mobilizar mais a sociedade civil e os Governos, pela criação de órgãos de juventude, como os Conselhos Municipais e Estaduais. Então a Secretaria Nacional de Juventude lança a 1ª Conferência Nacional de Juventude – que deveria ser a segunda, posto que a Câmara Federal havia organizado outra anteriormente – em 2008.

Um pouco de história: Pará

No Pará, também houve mobilização da juventude e os anos marcantes são 2004 e 2005, quando a sociedade civil, juntamente com o Governo do Estado – através do PROPAZ Juventude – é iniciada uma série de atividades pelo estado, com objetivo de elaborar um Plano Estadual de Juventude e a criação do Conselho de Juventude do Estado do Pará – COJUEPA. Em novembro de 2005, foi realizado no Teatro Maria Sylvia Nunes uma Audiência Pública, para legitimar o COJUEPA.

Em dezembro de 2006 é aprovado pela Assembléia Legislativa o Projeto de Lei nº 167/2006, de criação do Conselho de Juventude do Estado do Pará, elaborado pela Deputada Sandra Batista. Este Conselho surge com um peso forte, que é o poder de deliberação dos Conselheiros em matérias de interesse da juventude.

Neste intervalo, há uma mudança de Governo (de Jatene, do PSDB – para Ana Julia, do PT), mas é pactuado entre a Transição de Governo e a sociedade civil, o compromisso de que este Conselho funcionará e exercerá seu papel independente do Partido que estiver no Governo. O novo Governo, além de assumir este pacto, compromete-se com a criação da Coordenadoria de Promoção dos Direitos da Juventude, criada dentro da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e que deveria auxiliar os trabalhos do Conselho de Juventude do Estado do Pará. Além desta Coordenadoria, é criada na Casa Civil uma Assessoria especial para auxiliar o Governo na pauta Juventude.

Apesar de todo este fasto criado pelo novo governo, as coisas não fluíram e o COJUEPA foi deixado de lado, sem gestão. Este Conselho que deveria ter uma gestão de dois anos passou quatro sem grandes feitos, o que contribuiu para a desmobilização da sociedade civil. A Coordenadoria de Juventude em quatro anos teve dois Coordenadores, porém ficou engessada, sem recursos e visibilidade, prova disso que outro espaço criado pelo Governo e que era voltado à juventude (CASA da Juventude), manteve a distância esta Coordenadoria. Também não foi a diante a Assessoria de Juventude, que tentou mas não conseguiu.

No Governo Ana Julia (PT), foi organizada a etapa estadual da 1ª Conferência Nacional de Juventude. Apesar dos pesares e entre vivos e mortos, foi uma Conferência bem organizada e contou com uma vasta participação.

E Agora?

Após as eleições de 2010, uma nova mudança no Governo acontece e trás de volta o Governador Jatene (PSDB), cuja gestão iniciou as discussões de juventude relatadas anteriormente.

Ontem terminou em Belém a etapa estadual da 2ª Conferência Nacional de Juventude e este post pretende fazer algumas considerações sobre este evento.

Em primeiro lugar, a UNIPOP – Universidade Popular, é uma organização que merece muitos VIVAS, por toda atuação, que participou da construção nacional relatada acima, até esta 2ª Conferência. Nesta 2ª Conferência, em especial, a UNIPOP mobilizou jovens em várias regiões onde foram realizadas as Conferências preparatórias e na etapa Estadual fortaleceu com maestria o debate. Do meu ponto de vista, a UNIPOP por toda esta mobilização era merecedora de pelo menos cinco vagas cativas à Conferência Nacional.

Dentre as juventudes partidárias, esteve presente vários partidos, como o PT, PDT, PCdoB e, claro, o PSDB. É preciso deixar claro que a tendência do PT que sempre acompanhou este processo aqui no Pará foi o PT Pra Valer, e tanto na abertura, quanto no desfecho dos trabalhos da Conferência lá estavam as lideranças desta tendência, como Cássio Nogueira. O PT assumiu uma postura muito mais construtiva, do debate e por esta razão chegou a ser chamado de pelego pelos membros da UJS (organização juvenil do PCdoB).

A respeito da UJS, com todo respeito que tenho por esta organização e suas lideranças, devo assumir que a postura assumida por esta agremiação foi uma tática abusiva e desnecessária. Desde a abertura da 2ª conferência, na noite do dia 24 de outubro, os militantes iniciaram uma tática agressiva àqueles que pronunciavam seus discursos na mesa de abertura, pois não conseguiram colocar seu representante ali.

A União Juventude Socialista esquece que já teve o seu momento de glamour no Governo, inclusive foram os ‘responsáveis’ pela condução do fracassado COJUEPA. Isto não significa dizer, obviamente, que esta agremiação deve calar-se diante de algumas situações, todavia é importante avaliar e ponderar certas atitudes, tendo em vista um objeto maior que é a formulação de políticas de juventude no Pará. Isto significa dizer que, ao invés de proferir palavras de ordem do tipo “UJS, UJS, UJS…”, deveriam lutar por políticas de juventude no estado. Infelizmente a grande preocupação foi de chamar atenção – e conseguiram isto com O Liberal, que faz parte do tão criticado PIG – e arranjar algumas vagas para a Conferência Nacional, em Brasília.

As políticas devem ser de, para e com as juventudes, isto significa que o jovem deve ser um agente de transformação. Por isto lutamos e continuamos a lutar até os dias de hoje. No entanto, cada vez que demonstramos imaturidade política em atitudes que diminuem a importância de momentos como este, que devem ser levados a sério, a juventude no Pará e no Brasil continua vulnerável, sem emprego, nem educação.

É por isto que está na hora de crescermos, não quantitativamente, nem no sentido do envelhecimento precoce da ‘qualidade’, mas acima de tudo nas atitudes e concepções para a formulação dessas políticas públicas. Precisamos avançar, ao invés de retroagir na história e perdermos os espaços que foram conquistados a custa de muito trabalho.

Após a 2ª Conferência, é chegada a hora de rearticular o COJUEPA, de forma tranqüila e sábia, para evitarmos erros e atropelos. Chega da disputa no grito e vamos todos para o diálogo construtivo.

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As ‘piadinhas’ e o ‘humor’ despretensioso de Rafinha Bastos e do Brasil

Em 1861, quando o jovem Machado de Assis era cronista no Diário do Rio de Janeiro, dissertando sobre política, em certo momento ele escreveu a seguinte nota: “em nosso país a vulgaridade é um título, a mediocridade um brasão”.

Não quero ser o moralista, tampouco o paladino da justiça ou da verdade, mas vamos e convenhamos, parece que tudo está de cabeça para baixo, que a evolução, a apropriação da técnica, o conhecimento e a informação não estão servindo de nada para os habitantes deste planeta, especialmente quando ao ligarmos a televisão ouvimos frases neste nível:

“Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho. Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus”

“Se fosse eu, já dava uma cotovelada: é octógono, cadela! Põe esse nariz no lugar” – referindo-se ao erro de uma apresentadora de outra emissora

“Eu comeria ela e o bebê” – referindo-se a uma cantora grávida

As três frases, afirmadas em momentos diferentes e que alguns denominam de ‘piada’, possuem como autor, um tal ‘humorista’ Rafinha Bastos. O programa no qual este Senhor contava estas ‘piadas’, após a mais recente afirmação, resolveu (finalmente) afastá-lo. Alguns dizem que este programa, o CQC (Custe o Que Custar) é um programa de humor inteligente, inclusive tem como líder o Marcelo Tas, uma figura até ponderada. Porém, para ser muito sincero nunca achei essas ‘piadas’ inteligentes, especialmente deste tal ‘humorista’.

O problema é que infelizmente muitos acham que isto é apenas mais uma piadinha, a liberdade de expressão (na qual eu prezo imensamente), que é algo inocente como o despretensioso comercial da Gisele Bundchen, que não tem autonomia para negociar absolutamente nada enquanto estiver vestida. Mas enfim, continuemos a prosseguir em nosso contínuo estado de natureza

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A macroestrutura e o Bloco A

Crônicas do Bloco A…

O MEC foi até o bloco A para avaliar o curso de ciências sociais.

Circular da UFPA

Calouros, como sempre insatisfeitos e decepcionados com a realidade na qual encontraram o curso, marcaram presença e assim iniciaram as inúmeras reclamações: não temos isto, não existe àquilo, falta isso, além daquilo outro, etc e tal.

Diante de tantas reclamações uma coisa me chamou atenção, quando uma aluna reclamou do ônibus circular não servir aos alunos da noite, alegando a insegurança no campus e o horário adiantado em que as aulas terminam. Mas para além desses dois fatores, que são verídicos, esta aluna ainda trouxe como uma problemática o fato de algumas linhas de ônibus encerrarem seu expediente antes do horário legal para dispensa das turmas do noturno.

Após esta ultima exposição muitos calouros, acalorados pela revolta e impulsionados pelo descaso balançaram suas cabeças em concordância.

Eu me pergunto: será que o MEC vai obrigar empresas, motoristas e cobradores de ônibus a circularem pela cidade até mais tarde? Assim vai ser bom demais, pois todos àqueles que saem mais cedo das aulas de quintas e sextas, poderão aproveitar um bocadinho mais o forró no Vadião.

Êta Federal pai d’égua!

A propósito, recebi em meu email institucional o seguinte comunicado:

No dia 20/09/2011, a partir das 7 horas da manhã, o circular da UFPA
voltará ao seu funcionamento normal. Assim, informamos a necessidade de
proibir o estacionamento de carros próximo à ponte de veículos, uma vez
que o ônibus que funcionará é de grande porte. 

att

DINFRA 7135
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SENADO perguntou e 60% responderam SIM pela criação do Tapajós

No portal do Senado Federal existe um espaço dedicado a inquirir o povo com relação a assuntos que serão discutidos por esta casa. No período de 15 a 31 de maio de 2011, o questionamento era referente a possível divisão do Pará e a conseqüente criação do estado do Tapajós.

Àqueles que não sabem, o Pará é a segunda maior unidade federativa do Brasil, com extensão de 1.248.042,515 km², ou seja, nesta área cabem países como Portugal, Espanha, França, Suíça, Bélgica e Holanda juntos. Além disso, conta com mais de 7 milhões de habitantes espalhados por 144 municípios. Inspirados pela imensidão do estado, Ruy Barata e Paulo André chegaram a versejar eu sou de um país que se chama Pará.

Dito isto, cabe apenas esclarecer que esta discussão da divisão do Pará tem antecedentes históricos longínquos. Alguns afirmam que esta discussão tem mais de cem anos. O fato é que desde a Constituinte de 1988, com a criação do Tocantins, Roraima e Amapá, onde o primeiro fora desmembrado de Goiás e os dois últimos passaram de Territórios Federais à Unidades Federativas, que os moradores das regiões baixo amazonas, sul e sudeste do Pará reivindicam com maior intensidade pela divisão do estado.

No dia 31 de maio, ultimo dia da enquete do Senado Federal, o plenário desta casa aprovou a realização de um plebiscito para consultar a população sobre a criação do estado do Tapajós. Um dia após a decisão do plenário do Senado, foi divulgado o resultado da enquete, onde 60% dos internautas votou pela divisão do Pará. Desta enquete participaram 12.399 pessoas.

Infelizmente esta enquete não conta com mecanismos que minimizem o falseamento das respostas. O indivíduo acessa o portal do Senado e registra o seu voto e a única exigência é a confirmação de um código anti-bot. Logo, em se tratando do inquérito sobre a divisão do Pará, é possível que uma pessoa tenha votado mais de uma vez ou que um indivíduo de outro estado ou país tenha votado contra ou a favor.

Neste sentido, resolvi recorrer a pesquisa realizada pelo Laboratório de Ciência Política da UFPA e Instituto Veritate, orientada pelos Professores Celso Vaz, Edir Veiga e Roberto Corrêa, que perguntou em 2010 a quase 1.600 pessoas, das diversas meso-regiões do estado, a opinião sobre a divisão do Pará, se eram a favor ou contra. Eis o gráfico e os resultados por região:

De modo geral, nota-se que nas regiões que lutam pelo desmembramento, como é o caso do baixo amazonas e do sudeste do Pará, a população é majoritariamente favorável a divisão do estado. Por outro lado, nas regiões que permaneceriam como Pará e compreendem a maioria da população, nota-se uma contrariedade à proposta da divisão. Por outro lado, há de se notar um evidente número de pessoas que não respondeu a pesquisa concentrados nesta região, que por alguma razão não sabem ou não possuem uma opinião formada a respeito do assunto, o que é diferente nas regiões que tem interesse pela divisão, onde a coisa parece mais consolidada ideologicamente.

O fato é que, o público que deverá decidir e que esta eleição, está reside nessas regiões metropolitana, nordeste, sudeste e Marajó. Dessa forma, as campanhas pró e contra devem concentrar prioritariamente nesta região, focando nestes indecisos. Uma campanha certamente vai apelar ao romântico sentimento de grandeza e unidade, enquanto que outra deverá apresentar as conseqüências desta imensidão no acesso às políticas públicas. Vamos aguardar para conferir.

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Marina poderá deixar PV para fundar o PCE

Marina Silva e o Partido da Causa Ecológica

Partido da Causa Ecológica

No dia 19 de agosto de 2009, a então Senadora pelo Acre, Marina Silva, anuncia sua saída do Partido dos Trabalhadores (PT), após trinta anos de militância. Ao que parece esta saída do PT se deu em razão da estratégia do Governo Lula em impulsionar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os super-poderes dado à mãe do PAC, então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Isto é apenas para lembrar que antes de Marina Silva deixar o PT, ela pediu demissão um ano antes do cargo de Ministra do Meio Ambiente.

Ninguém no Planalto comentava sobre isto, mas tudo indica que existiam diferenças entre Dilma, a mãe do PAC, e Marina, a defensora da natureza.

O fato é que tudo isto, além da suposta indefinição sobre o nome do indicado para suceder Lula – basta lembrar as especulações em torno de Dilma, Palocci e Ciro Gomes – aliado a um sentimento de rebelião, levaram Marina Silva a sair do PT e aceitar o convite do Partido Verde (PV). O convite era mais tentador, pois vinha com a oferta da candidatura presidencial, algo inesperado para Os Verdes, principalmente por fazer parte da base aliada do Governo Lula.

Marina conseguiu empolgar uma boa parcela da população, especialmente jovem, com um discurso socioambiental, de respeito à natureza e as populações tradicionais, apesar de ter, antagonicamente, como vice o dono da Natura. Enfim, PT saiu de Dilma e PV saiu de Marina. Dilma foi eleita presidente ou presidenta do Brasil e Marina Silva foi a terceira candidata, com quase 20% dos votos.

Após todo este sucesso, Marina e seus seguidores, ditos Marineiros, que fizeram vários mutirões de filiação no PV pelo Brasil a fora, imaginavam que conseguiriam, na palavra de alguns Marineiros eufóricos com os resultados, refundar o Partido Verde, com intervenções e roupagem mais moderna.

Infelizmente Marina e seus Marineiros, esqueceram que o Partido Verde possui mais de vinte anos e como um partido adulto já possui seus vícios e suas elites instaladas. A empolgante tentativa de refundar o PV me fez lembrar àquela frase do atual Deputado Federal Romário: “O cara mal entrou no ônibus e já quer sentar na janela”. Pois é, parece que os Marineiros foram com muita sede ao pote, ou então acreditaram demais nas promessas do Partido na hora da sedução.

O fato é que Marina e seus descontentes Marineiros já ameaçam abandonar o PV, com perspectivas, inclusive, de fundar uma nova legenda, cujo nome poderá ser Partido da Causa Ecológica, de acordo com a Folha.com.

Já existe o Partido da Causa Operária e poderá existir o Partido da Causa Ecológica… Já imaginou se a moda pegar e cada Causa se institucionalizar num Partido Político?

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A Mensagem de Dilma para FHC na íntegra

Em seus 80 anos há muitas características do Senhor Presidente Fernando Henrique Cardoso a homenagear.

O acadêmico inovador, o político habilidoso, o ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica.

Mas quero aqui destacat também o democrata. O espírito do jovem que lutou pelos seus ideais, que perduram até os dias de hoje.

Esse espírito, no homem público, traduziu-se na crença do diálogo como força motriz da política e foi essencial para a consolidação da democracia brasileira em seus oito anos de mandato.

Fernando Henrique foi o primeiro presidente eleito desde Juscelino Kubitschek a dar posse a um sucessor oposicionista igualmente eleito.

Não escondo que nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes, mas, justamente por isso, maior é minha admiração por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de ideias.

Querido Presidente, meus parabéns e um afetuoso abraço!

Dilma Rousseff

Mensagem extraída de 80fhc

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